Alagamentos do fim de julho mostraram como continuamos vulneráveis. Ponte da Rua Impala funcionou com uma 'Represa" em Belford Roxo


BAIXADA FLUMINENSE
- No dia 25 de julho, uma sexta feira eu fui ao Hospital Veterinário de Duque de Caxias que fica localizado em Jardim Primavera próximo a Prefeitura de Duque de Caxias ali bem ao lado da Rodovia Washington Luis, com minha filha pra levar uma de suas cadelas e naquele dia caiu literalmente um "pé d'água" naquela ocasião. Eu havia estacionado meu carro bem em frente ao hospital e fiquei aguardando no carro.

Logo começou a chover e minha filha me ligou pra me alertar que um funcionário tinha avisado a ela que se estivéssemos com carro estacionado na rua em frente a unidade que tirasse pois ali "enchia muito rápido", apesar que eu já havia percebido a altura da unidade em relação e a rua e a calçada e de pronto tirei meu carro. Coloquei meu carro num lugar próximo a frente ao CIEP na Avenida Primavera e depois tive que tirar também pois a água começou a subir muito rápido ali como podem ver nas imagens e coloquei o carro na Alameda Presidente Wilson.

 

Coloquei meu carro numa rua atrás da prefeitura que é mais alto e fui registrar imagens, como sempre faço, pra juntar nos meus arquivos e na oportunidade também fiz contato com o Presidente da Associação do Jardim Taboca no Lote XV, o amigo Lukinha, pra saber como estava por lá, em especial como estava a Ponte da Rua Impala sobre  o Canal do Outeiro que já havíamos apontado que estava baixa e que o projeto deveria ter sido revisado e a ponte levantada, uma ação prevista no PROJETO IGUAÇU, como eu já havia mencionado em minhas postagens por diversas vezes e que fui muito discutido e cobrado pelas lideranças, representantes do Controle Social pois era e é um dos principais gargalos do Projeto Iguaçu e que é um agravante para os alagamentos pontuais em vários pontos da Baixada Fluminense.

Enquanto fazia os registros das imagens ali onde eu estava em Caxias, Lukinha foi me mantendo informado e me mandou algumas imagens que vou compartilhar com vocês aqui e outra liderança fez contato comigo, na verdade um jornalista e ambientalista do Rio de Janeiro, o Emanuel Alencar, pra saber como estava a situação por aqui, como sempre faz, uma parceirão. E fui mantendo ele informado e enviando imagens pra ele, inclusive as do Lukinha pois ele sempre usa esses registros em suas atividade e agendas em defesa dos direitos da sociedade em especial daqui da Baixada, o que fortalece bastante e valoriza nossa trabalho, que por muitas vezes parece ser invisível aos olhos da maioria infelizmente.

 

Choveu muito mesmo, mais foi rápido, uns 20 minutos de chuva forte e intensa e a água subiu bastante onde eu estava e pude ver como as cidades da Baixada ainda estão despreparadas pras chuvas fortes, o quanto ficamos vulneráveis e corremos perigos. a via principal a Avenida Primavera se transformou num mar de água e só passava veículos altos como Carretas, Caminhões e Ônibus já os motoristas de carros mais baixos ou deram a volta o aguardaram a água baixar pra não se arriscar. 

Já, segundo o Lukinha, aconteceu aquilo que prevíamos, a Ponte da Rua Impala funcionou com uma "represa" e além de retardar o escoamento da água da chuva causou um desvio da água que começou a se "espraiar" pelas Ruas mais baixas a Emília Menezes de Oliveira, Benjamin Ribeiro Leite e Ademario Ferreira da Silva que ficaram cheias, inclusive de gigogas e lixo que estava acumulado no leito do rio.



Mas quero deixar claro uma coisa importante aqui, antes que alguém venha dizer que foi devido ao lixo ou a profundidade do rio estar comprometida o motivo deste alagamento pontual, foi devido a altura que a ponte foi, ou está sendo construída ser muito baixa com cota incompatível com o que orienta o Relatório Técnico do Projeto Iguaçu o que posso comprovar através dos registros que tenho.

Importante, além do envio das informações para o Emanuel também enviei as informações para o INEA, através de um engenheiro que mantenho contato e que esteve no local no dia seguinte. Ele me disse que as informações foram repassadas a DIRAM  Diretoria de Recuperação Ambiental  que posteriormente se teria se reunido com a EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro) e técnicos responsáveis pela construção da ponte que decidiram "levantar ou macaquear" a mesma e que as medidas necessárias já estavam sendo tomadas. 

 

É o que esperamos, pois para todos nós que temos o conhecimento necessário pra enter o problema, essa chuva rápida e com volume pluviométrico baixo, com relação com o que cai na região em períodos de fortes chuvas de verão, foi apenas um teste já que é possível cair em tempos de Mudanças Climáticas chuvas com intensidade maiores que já vimos ou foram registradas aqui em nossa região, assim como tem acontecido em vários locais do mundo e como aconteceu em Nova Orleans nos Estados Unidos em 2005 devido a passagem do Furacão Katrina onde ouve rompimento do dique em vários pontos e deixou mais de 188 mortos.  Vamos continuar acompanhando.

Trecho tirado do Plano Diretor de Recursos Hídricos de Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Iguaçu,
Botas e Sarapuí, o Projeto Iguaçu SERLA/COPPE/UFRJ - 1995


Confira mais fotos:








Por: Rogerio Gomes

Controle Social do Projeto Iguaçu

Rogerio Gomes - Controle Social Projeto Iguaçu/PAC

Ex-coordenador Geral da Comissão Executiva do Fórum Regional de Controle Social do Projeto Iguaçu/PAC e Representante do CAO/LOTE XV - Comitê de Acompanhamento e Fiscalização das Obras do Projeto Iguaçu na Região do Rio Iguaçu - Bairro Lote XV - Belford Roxo - RJ - BRASIL

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