Encontro no SITICOMMM discutiu rumo do PROJETO IGUAÇU na Baixada Fluminense

Na foto da a partir da esquerda Prof. Sebastião Raulino, Carlos Vieira, Prof. Zé Paulo e Rogerio Gomes durante encontro
no SITICOMMM em Duque de Caxias.

BAIXADA FLUMINENSE - Um encontro realizado nesta sexta feira dia 26 de junho de 2026 no SITICOMMM Sindicato da Construção Civil e provocado pela Associação de Moradores do Parque da Liberdade em Duque de Caxias junto ao MP Ministério Público discutiu os rumos do Projeto Iguaçu em tida a Baixada Fluminense.

Após a início das discussões para a "retomada" do Projeto Iguaçu em Duque de Caxias e Belford Roxo e após a realização de algumas reuniões e duas visitas técnicas as lideranças ligadas ao movimento social organizado e aos CLAs Comitês Locais de Acompanhamento de obras, eleitos em 2009, na primeira fase do projeto e antes da paralisação em 2012, perceberam que o formato de implementação do projeto tomou outro rumo, com a separação das obras e intervenções nos municípios feitas de forma separadas tendo até agora sido apresentado dois contratos distintos sendo eles, um para Duque de Caxias e outro no município de Belford Roxo, tendo sido orientado pela "nova coordenação" que os contratos eram distintos e que o formato de acompanhamento seria diferente da primeira fase, o que ao ver das lideranças prejudicaria e muito a eficácia dessas obras e consequentemente prejuízos a população da região.

Sr. Carlos Vieira, Presidente da Associação de Moradores do Parque da Liberdade em Duque de Caxias liderança ativa e
 influente do movimento social da Baixada Fluminense durante reunião de retomada do Projeto Iguaçu no bairro Sarapuí
em dezembro de 2045.

Devido a essa percepção, foi avaliado que esse novo formato de participação e acompanhamento do Projeto Iguaçu seria muito prejudicial devido a tamanha desarticulação pra não dizer informalidade, pois não prevê sequer eleição e formação de novos Representantes de CLAs Comitês Locais de Acompanhamento de Obras (coordenação no primeiro formato) o que possibilitaria a influência política e ou manipuladora, se avaliarmos uma decisão tomada por pessoas descompromissadas com o movimento social e principalmente aos interesses da população e com intuitos e interesses particulares.

E partir dessa percepção algumas lideranças se posicionaram e se articularam, usando de sua expertises dentro do movimento social e entre estes Rogerio Gomes (Ex-Coordenador da Comissão Executiva do Fórum Regional de Participação e Controle Social do Projeto Iguaçu) e Seu Carlos Vieira Presidente da Associação de Moradores do Parque da Liberdade e Seu Gilciney Gomes Presidente da Colônia de Pesca de Duque de Caxias e iniciaram uma série de cobranças juntos aos envolvidos na problemática do Projeto Iguaçu tendo tido grande apoio de técnicos como o Prof. Zé Paulo da COPPE/UFRJ que é membro do CBH COMITÊ DE BACIA DA BAÍA DA GUANABARA (Subcomitês Oeste/Baixada Fluminense)  e também do Prof. Paulo Canedo, um dos criadores do Projeto Iguaçu que previa como um "grande retrocesso" a implementação do Projeto Iguaçu com um "Comitê de Acompanhamento" fraco, sem reconhecimento e representatividade e consequentemente sem voz nas tomadas de decisões.

Prof. Zé Paulo da COPPE/UFRJ (camisa azul claro e chapéu) durante expedição ao Rio Iguaçu e Baia da Guanabara
juntamente a lideranças e ambientalistas avaliaram a gravidade do assoreamento da Foz dos Rio Iguaçu e Botas. Dez/2025
 
Sendo assim e devido a essas articulações e independente dos Projeto já apresentados pelo INEA e Prefeituras de Duque de Caxias e Belford Roxo, propôs-se a realização desta reunião do SITICOMMM para discutir a questão. Na ocasião o Prof. Zé Paulo da COPPE/UFRJ vem uma breve apresentação resumida do histórico do PROJETO IGUAÇU, desde a sua concepção, passando pela 1° fase de obra (2007/2012), sua paralisação em 2012, o "apagão" entre 2012 e 2024, com descaso do abandono das obra e estruturas que ficaram sucateadas e o "retorno" das discussões de retomada das obras, provocados pelas enchentes de 2024 que voltaram a causar prejuízos e mortes na Baixada Fluminense. 

Para o professor é de suma importância a participação social de representantes da população dentro do Controle Social do Projeto Iguaçu e vê na eleição de novos integrantes do CBH Comitê de Bacia da Baía da Guanabara realizada agora em 2026, uma oportunidade de fortalecer esse acompanhamento feito pelo Controle Social devido a capacidade e influência do Comitê junto ao Poder Público em se tratando de um Órgão Estadual e deliberativo e tem se empenhado em orientar as lideranças quanto a essa participação e ocupação neste espaço.

Prof. Zé Paulo da COPPE/UFRJ conversando com Rogerio Gomes durante expedição para avaliar a gravidade do
assoreamento da Foz dos Rios Iguaçu e Sarapuí na chegada a Baia da Guanabara, denunciado por anos por pescadores
e ambientalistas.
 

Também o Prof. Sebastião Raulino, Mestre em Ciência Ambientais e Doutor em Planejamento Urbano, figura conhecida no meio científico e também social e político, reconhecido pelo seu envolvimento nas questões sociais e apoio ao movimento social organizado e defesa dos interesses da população da Baixada deu sua contribuição abordando questões pertinentes ao Projeto Iguaçu, como a proteção de áreas de proteção ambientais como o "Campo do Bomba" aquela gigantesca área localizada as margens da Rodovia Washington Luiz (BR 040) que tem sofrido inúmeras especulações sobre uso da área, uma delas uma tentativa da Prefeitura de Duque de Caxias em implantar um CEASA no local, afora outras obras feitas naquela mesma região que podem ter colaborado com o agravamento das Enchentes naquele local, como o visto em Janeiro de 2024 quando houve uma paralisação da rodovia altura da REDUC (KM 113) por mais de 10 Horas, notícia veiculada amplamente pelos canais de mídias e telejornais e que causou muitos transtornos a toda a população na época.

Rogerio Gomes, salientou a importância de haver um Controle Social forte, organizado e estruturado mais principalmente formalizado junto ao Poder Público, para que assim possa haver "respaldo" em sua participação nas discussões, implantação e monitoramento das obras desta fase do PROJETO IGUAÇU pelo NOVO PAC, e apontou um retrocesso o formato apresentado pelo INEA e Prefeituras tanto de Duque de Caxias e Belford Roxo através da COORDENA, que segundo as orientações da Portaria 75 não definiu claramente como será organizado este espaço de participação social abrindo um leque de possibilidades de interferência política e consequentemente a ineficácia das obras e ações que podem ficar aquém do esperado e planejado.

Rogerio Gomes durante fala em reunião de retomada do Projeto Iguaçu 2025/2026 no bairro Sarapuí em Duque de Caxias.

"Para mim sem resolvermos esta questão do formato do Controle Social e sua organização e formalização junto ao poder público, não poderemos avançar com a questão de apresentação das inúmeras demandas existentes, principalmente devido a paralisação do Projeto Iguaçu é o apagão de mais de 12 anos, que apesar de nossas denúncias feitas nas Redes Socias, foram ignoradas pelo poder público que se mostrou inerte e trabalhou a revelia do cronograma inicial e causou mais problemas do que resolveu. Sem a formalização dos CLAs Comitês Locais de Acompanhamento com eleição dos novos Representantes da Sociedades Civil Organizada todo o trabalho ficará comprometido".

Estiveram no encontro também uma representante do MP/Duque de Caxias que esclareceu sobre as ações do órgão dentro deste acompanhamento do Projeto Iguaçu e sobre sua intervenções a partir das provocações das entidades sempre que é acionado e que o órgão está se organizando para entender melhor o projeto e as necessidades apresentadas pelas lideranças em participará ativamente deste Controle Social em especial através do GAEMA/MP.

No mais existe a previsão da realização de um Seminário organizado pelo CBH Comitê de Bacia da Baía da Guanabara  pra discutir o PROJETO IGUAÇU na sua totalidade, e não dividido por município, como temos visto desde o início das discussões em novembro de 2025, com previsão para ser realizado no final do mês de julho, que ainda precisa ser confirmado a data e local e que contará com a participação além de Membros do CBH, técnicos da COPPE/UFRJ, INEA, representantes das Prefeituras e da Sociedae Civil organizada. 

Nesta oportunidade e pela primeira vez desde que o PROJETO IGUAÇU foi iniciado em 2007, um representante da Sociedade Civil organizada fará uma apresentação sobre o Formato de Controle Social realizado na 1°etapa do projeto, apontando as falhas e os avanços e a necessidade de se organizar um Controle Social mais bem estruturado através da Formalização e Capacitação de novos Representantes dos Comites Locais e o escolhido foi ROGERIO GOMES, eleito em 2009 Representante do CLA/RIO IGUAÇU trecho Belford Roxo e Duque de Caxias e posteriormente eleito pelas lideranças Coordenador da Comissão Executiva do Fórum Regional de Participação e Controle Social do Projeto Iguaçu devido sua participação ativa dentro do projeto e a experiência acumulada em sua participação.

Assim que liberada a informação estaremos divulgando em nossas páginas nas redes sociais.

Por Rogerio Gomes.
Controle Social do Projeto Iguaçu.

Rogerio Gomes - Controle Social Projeto Iguaçu/PAC

Ex-coordenador Geral da Comissão Executiva do Fórum Regional de Controle Social do Projeto Iguaçu/PAC e Representante do CAO/LOTE XV - Comitê de Acompanhamento e Fiscalização das Obras do Projeto Iguaçu na Região do Rio Iguaçu - Bairro Lote XV - Belford Roxo - RJ - BRASIL

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