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| Rescaldo da chuva que atingiu Xerém, município de Duque de Caxias, tem causado diversos danos aos moradores Foto: O Globo / Rafael Moraes |
Moradores sofrem com muita poeira e saem às ruas de máscara, com medo de doenças
DEU NO O GLOBO - Os riscos de enchentes na região de Xerém, em Duque de Caxias, já são conhecidos há pelo menos 17 anos. Em 1996, o Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Iguaçu-Sarapuí já apontava áreas sujeitas a inundações na Baixada, incluindo as margens do Rio Capivari, em Xerém, que transbordou na última quinta-feira. Segundo o prefeito Alexandre Cardoso, 250 casas deverão ser retiradas da beira desse rio.
O plano, feito pela Coppe/UFRJ sob encomenda da antiga Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), indicava que cerca de 180 mil pessoas viviam, na época, em condições precárias próximo aos rios da bacia — que abrange, além de Caxias, outros cinco municípios da Baixada.
O estudo foi a base para obras nos rios Sarapuí, Iguaçu e Botas, iniciadas em 2008 como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, na Baixada. No entanto, não chegaram a Xerém. O secretário estadual do Ambiente Carlos Minc anunciou, na sexta-feira, que obras semelhantes serão feitas no Rio Capivari e seus afluentes.
Os planos de bacia, destaca o diretor do Comitê de Bacia da Baía de Guanabara, José Carlos dos Santos Perrout, em geral são muito antigos no estado, como o do Iguaçu-Sarapuí, que segundo ele, não é atualizado desde 1996.
— Por isso uma das prioridades da nova gestão do comitê, que assume no próximo dia 11, é atualizar esses planos. A região sofreu grandes transformações nos últimos anos, como o adensamento populacional — diz.
Enquanto as obras não começam em Xerém, os moradores convivem com muita poeira. Ontem, a visibilidade de pedestres e motoristas ficou prejudicada e muita gente saiu às ruas de máscara, com medo de doenças.
— Comprei na farmácia e não saio sem ela. Dentro de casa, tenho que fechar tudo, caso contrário os móveis ficam cobertos de poeira — conta Maria de Lurdes Gonçalvez, de 47 anos.
Fonte: O GLOBO
Link: https://oglobo.globo.com/rio/risco-de-enchentes-em-xerem-era-conhecido-ha-pelo-menos-17-anos-7211366
