Relatório produzido em 2024 apontou falhas que comprometem seriamente o "Controle de Enchentes" na Baixada Fluminense


O documento é um relatório sobre as inundações na Baixada Fluminense, abordando a história da infraestrutura hídrica e os impactos das enchentes na região, especialmente em Janeiro de 2024



Histórico das Inundações na Baixada Fluminense

As inundações na Baixada Fluminense têm uma longa história de problemas e desafios, que se intensificaram ao longo do tempo. ​

Desde o início do século XX, as inundações causaram desconforto e prejuízos. ​

O governo Vargas iniciou investimentos em infraestrutura de saneamento na década de 1930. ​

O Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) foi criado para proteger a região agropecuária. ​

A infraestrutura hídrica foi projetada para uma área pouco habitada, mas a urbanização cresceu desordenadamente. ​

A Baixada Fluminense abriga atualmente mais de 3 milhões de pessoas, enfrentando problemas de urbanização. ​



Mudanças na Baixada Fluminense Após os Anos 90


A região passou por transformações significativas após a década de 1990, resultando em desafios de infraestrutura. ​

A "Década Perdida" (1980-1990) resultou em desorganização social e falta de investimentos. ​

A população cresceu desordenadamente, sem adaptação da infraestrutura hídrica. ​

Em 1988, uma severa enchente causou centenas de mortes e desabrigados. ​

O Banco Mundial financiou o Projeto Iguaçu, que trouxe melhorias significativas entre 1993 e 1998. ​

O PAC 1 e PAC 2, iniciados em 2007, trouxeram novos investimentos, mas as obras foram interrompidas em 2013. ​

Contrato de obra no projeto Iguaçu será suspenso, informou Inea. A Foz do rio Sarapuí, em Caxias.
Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo


Evento Chuvoso de Janeiro de 2024


Um evento chuvoso severo em janeiro de 2024 trouxe à tona as fragilidades do sistema de drenagem da Baixada. ​

O volume de chuva em Nova Iguaçu foi de 231,6 mm em 14 horas, superando o evento de 2009. ​

A macrodrenagem, que funcionou bem por anos, enfrentou dificuldades devido à intensidade da chuva. 
O tempo de permanência dos alagamentos foi maior do que o esperado, indicando problemas na drenagem. ​

A análise aérea e terrestre revelou que o fluxo das águas foi mais lento do que o esperado.
Contribuição do CAO/Rio Iguaçu: "Além de abandonarem as obras realizadas pelo Projeto Iguaçu entre 2009/2012, as prefeituras realizaram obras que não seguiram os critérios técnicos do Projeto Iguaçu que acabaram comprometendo ainda mais a questão da drenagem nos municípios da Baixada como esta obras da Prefeitura de Nova Iguaçu em trecho o Rio Botas em Comendador Soares que acabou piorando a situação da região como enunciou os moradores em manifestação feita em 2023 no local."

 

Contribuição do CAO/Rio Iguaçu: "Apesar das inúmeras denuncias feitas e até de uma manifestação realizada em 2023 por moradores da região que já haviam identificado o problema, as providências não foram tomadas pelo poder público na época". 

Análise do Fluxo das Águas Fluviais


A dinâmica do fluxo das águas fluviais durante o evento chuvoso de 2024 apresentou anomalias preocupantes. ​

O nível do rio Botas subiu rapidamente, mas a recessão das águas foi lenta. ​

A necessidade de dragagem e limpeza das calhas fluviais foi identificada. 
Pontes estavam obstruídas por lixo, dificultando o escoamento das águas. ​

Trecho do Rio Botas na Ponte do bairro Santa Maria em Belford Roxo evidenciou a necessidade
de levantamento das pontes antigas que causam o gargalo do fluxo do rio. Fonte G1 

Análise do Transbordamento e Alagamentos


Os transbordamentos causaram alagamentos que impactaram a saúde e a segurança da população. ​

Alagamentos rasos e temporários são menos problemáticos do que os mais profundos e duradouros. ​

O tempo de alagamento excedeu o tempo de concentração da bacia, causando transtornos significativos. ​
A drenagem urbana deve ser capaz de eliminar alagamentos rapidamente após a chuva. ​


Problemas com Polderes e Comportas


Os polderes na Baixada enfrentam desafios operacionais que comprometem sua eficácia. ​

A falta de manutenção e obstruções nas comportas prejudicam o funcionamento dos polderes. ​

A pressão habitacional dificulta a manutenção das áreas de armazenamento de água. ​

A construção de aterros próximos aos polderes pode comprometer a drenagem e a segurança da população. ​

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que rios do RJ transbordam em chuvas.

Conclusão sobre a Infraestrutura de Controle de Cheias


A infraestrutura de controle de cheias na Baixada precisa de atenção urgente para evitar futuros desastres.

O sistema funcionou bem entre 1995 e 2013, mas a falta de manutenção levou à deterioração. ​

A demanda por novas obras é crítica após o desastre de janeiro de 2024. ​

A ação governamental deve ser estruturada em cinco fases para recuperar a capacidade de defesa contra inundações. ​

Recuperação da Infraestrutura de Drenagem


A recuperação imediata da infraestrutura de drenagem é essencial para restaurar a funcionalidade hídrica da região. ​

Reparo dos diques de terra e limpeza dos canais auxiliares dos polderes.

Reparo nos gradeamentos de proteção e eixos de cobre das comportas.

Limpeza das calhas dos principais rios e dragagem dos rios Sarapuí e Iguaçu.

Ações podem ser realizadas simultaneamente em 60 dias. ​

Preparação para o Futuro Imediato


A preparação para o futuro envolve a criação de contratos de manutenção e avaliação de novos estudos.

Contratos de manutenção para canais auxiliares e estação de bombeamento do Polder do Outeiro. ​

Relatórios mensais e após eventos climáticos significativos devem ser disponibilizados publicamente. ​

Sugestão de serviços especializados para avaliar a necessidade de novos estudos complementares. ​

Projetos e Obras Complementares


A contratação de projetos e obras complementares é necessária para a proteção da Baixada. ​

Obras do PAC para o rio Botas não foram licitadas, apesar de serem prioritárias. ​

Proteção do Polder São Bento com soluções que minimizam reassentamentos. ​

Reparo de Pontos Críticos Emergentes


Identificação e reparo de novos pontos críticos são fundamentais após eventos climáticos. ​

Providências para evitar impactos graves, como os ocorridos em 14/01/2024. ​

Importância de manter a funcionalidade das obras já realizadas. ​

Ciclo de Manutenção e Planejamento


A Baixada deve priorizar a manutenção e o planejamento para evitar crises futuras. ​

Necessidade de recursos operacionais para garantir a funcionalidade das obras existentes. ​

Importância de planejamento fora de crises para a gestão de recursos hídricos e defesa contra enchentes.

Futuro ciclo de ampliação da infraestrutura hídrica com novos recursos de CAPEX será bem-vindo. ​

Acesse o Relatório de Sobrevoo - Chuva de Janeiro de 2024 - COPPE

Este é um resumo criado pela IA. Para acessar o documento original completo CLIQUE AQUI

Por: Rogerio Gomes
Fonte: COPPE/UFRJ

Rogerio Gomes - Controle Social Projeto Iguaçu/PAC

Ex-coordenador Geral da Comissão Executiva do Fórum Regional de Controle Social do Projeto Iguaçu/PAC e Representante do CAO/LOTE XV - Comitê de Acompanhamento e Fiscalização das Obras do Projeto Iguaçu na Região do Rio Iguaçu - Bairro Lote XV - Belford Roxo - RJ - BRASIL

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